John Updike: o prolífico escritor da vida americana
John Updike (1932-2009) foi um aclamado autor, poeta e crítico literário estadunidense, conhecido por sua produção prolífica e explorações perspicazes da vida americana. Nascido em 18 de março de 1932, em Shillington, Pensilvânia, a carreira literária do autor se estendeu por mais de cinco décadas, durante as quais ele produziu vários romances, contos, ensaios, coleções de poesia e críticas. Seu trabalho foi aclamado pela crítica, similarmente rendendo-lhe vários prêmios e estabelecendo-o como uma das figuras mais importantes da literatura americana contemporânea.

Perfil de John Updike – Vida e livros
- Nome completo e pseudônimos: John Hoyer Updike, publicado como John Updike; ele não usava pseudônimos.
- Nascimento e morte: Nascido em 18 de março de 1932 em Reading, Pensilvânia; falecido em 27 de janeiro de 2009 em Danvers, Massachusetts.
- Nacionalidade: Escritor americano conhecido por retratar a vida em cidades pequenas, protestantes e de classe média.
- Pai e mãe: Filho do professor Wesley Russell Updike e da aspirante a escritora Linda Grace Hoyer.
- Esposa ou marido: Casou-se com Mary Entwistle Pennington em 1953; divorciou-se em 1977. Mais tarde, casou-se com Martha Ruggles Bernhard.
- Filhos: Pai de quatro filhos com Mary Pennington e padrasto de três filhos do casamento anterior de Martha Bernhard.
- Movimento literário: Voz importante no realismo americano do final do século XX, traçando as esperanças e os medos dos subúrbios do pós-guerra.
- Estilo de escrita: Prosa altamente trabalhada e rica em imagens, com foco psicológico intenso e tratamento franco de sexo, fé, arte e envelhecimento.
- Influências: Inspirado por modernistas como Marcel Proust, James Joyce, Henry Green, Vladimir Nabokov e por colegas nova-iorquinos como J. D. Salinger e John Cheever.
- Prêmios e reconhecimentos: Ganhou duas vezes o Prêmio Pulitzer de Ficção e recebeu importantes honras literárias nacionais.
- Adaptações de suas obras: Romances como Corre, coelho e The Witches of Eastwick foram transformados em filmes e projetos para a televisão.
- Controvérsias ou desafios: Criticado por tramas de adultério, cenas explícitas e algumas representações de mulheres que pareciam tiradas de sua própria vida.
- Carreira fora da escrita: Um dos primeiros redatores da revista The New Yorker e colaborador, crítico e ensaísta de longa data.
- Ordem de leitura recomendada:
- 1. Corre, coelho
- 2. Rabbit Is Rich
- 3. Rabbit at Rest
- 4. The Witches of Eastwick
A vida de John Updike
John Updike nasceu em 18 de março de 1932, em Reading, Pensilvânia, e cresceu na vizinha Shillington. Sua infância moldou grande parte de seus escritos. Ele sempre se baseou na experiência americana de uma cidade pequena e de classe média, o que se tornou um tema recorrente em suas histórias.
Enquanto crescia, ele era fascinado por palavras e imagens. Sua mãe, Linda, era uma aspirante a escritora. Ela incentivava sua criatividade e lhe dava confiança para perseguir seus sonhos. John Updike passava horas lendo e escrevendo. Ele também desenvolveu um amor pelo desenho, que influenciou sua prosa descritiva mais tarde na vida.
Ao ler seu trabalho, pude perceber sua profunda conexão com a vida em uma cidade pequena. Ele descreveu seus ritmos e rotinas com uma compreensão íntima. Seja escrevendo sobre um bairro suburbano ou sobre um casamento em dificuldades, ele deu vida a esses ambientes com uma autenticidade rara.
John Updike frequentou a Universidade de Harvard, onde estudou inglês. Seu tempo em Harvard aprimorou suas habilidades de escrita e o apresentou ao mundo da excelência literária. Ele se tornou presidente da Harvard Lampoon, a revista de humor da universidade, certamente mostrando sua inteligência e capacidade de contar histórias.
Depois de se formar em 1954, ele recebeu uma bolsa de estudos de um ano para estudar artes gráficas na Ruskin School of Drawing and Fine Art em Oxford, Inglaterra. Essa experiência ampliou sua sensibilidade artística. Ela também lhe deu uma perspectiva global, embora ele sempre tenha se mantido fundamentado na experiência americana. Sempre admirei a maneira como ele incluiu a arte e a literatura em sua vida. Analogamente sua escrita reflete a precisão de um artista pintando uma cena. Cada detalhe parece deliberado e vívido.
O início de uma carreira literária
Geralmente em 1955, John Updike entrou para a The New Yorker como redator da equipe. Esse foi um momento decisivo em sua carreira. Ele escreveu poesias, contos e ensaios para a revista. O tempo que passou lá lhe ensinou disciplina e lhe permitiu refinar sua arte.
Em 1959, afinal ele publicou seu primeiro romance, The Poorhouse Fair. Esse livro introduziu temas que definiriam grande parte de sua obra: religião, comunidade e as lutas das pessoas comuns. Mas foi seu segundo romance, Rabbit, Run (1960), que o consagrou como uma importante voz literária.
Quando li Rabbit, Run pela primeira vez, senti uma conexão imediata com o protagonista, Rabbit Angstrom. Mas ele capta a inquietação e a busca de significado de Rabbit com muita precisão. O retrato que o romance faz da América de uma cidade pequena parecia tão real, como se eu estivesse andando pelas ruas ao lado de Rabbit.
A série Rabbit: Um marco literário
Assim a série Rabbit tornou-se a obra mais famosa de John Updike. Ela abrange quatro romances: Rabbit, Run (1960), Rabbit Redux (1971), Rabbit Is Rich (1981) e Rabbit at Rest (1990). Juntos, eles acompanham a vida de Harry “Rabbit” Angstrom desde sua juventude até seus últimos anos.
Inclusive cada livro captura uma época diferente da vida americana. Por meio dos olhos de Rabbit, ele explora a mudança de valores sociais, as lutas econômicas e os fracassos pessoais. A série foi aclamada pela crítica, sendo que Rabbit Is Rich e Rabbit at Rest ganharam o Prêmio Pulitzer de Ficção. Ler os romances foi como assistir ao desenrolar de uma vida em tempo real. Geralmente ele não se esquiva das falhas de Rabbit, o que faz com que ele se sinta humano. Suas lutas e triunfos refletem as complexidades da vida americana.
John Updike escreveu sobre as experiências cotidianas de pessoas comuns. Ele frequentemente explorava temas como amor, casamento, fé e mortalidade. Seus personagens lidavam com questões sobre identidade, desejo e propósito. Em Couples (1968), ele examina a vida de casais casados em uma cidade da Nova Inglaterra. O romance causou comoção por sua descrição franca de relacionamentos e infidelidade. Foi ousado e honesto, ultrapassando os limites de sua época.
A religião também desempenha um papel importante na obra do escritor. Ele cresceu em uma família luterana, e sua fé moldou sua visão de mundo. Em romances como In the Beauty of the Lilies (1996), ele explora a interseção da fé e da modernidade. Mas a medida que lia, notei o quanto ele se debatia com questões espirituais, muitas vezes deixando espaço para a ambiguidade.
Um estilo literário de precisão e beleza
John Updike também foi um mestre do gênero de contos. Ele publicou centenas de histórias na The New Yorker e em várias coleções, como Pigeon Feathers (1962) e Problems (1979). Essas histórias capturam pequenos momentos que revelam verdades maiores.
Assim quando li seu conto A&P, fiquei impressionado com a forma como ele transformou uma cena mundana em um supermercado em algo profundo. As observações do conto sobre juventude, desejo e rebelião permaneceram comigo muito tempo depois de eu tê-lo terminado. Enquanto a capacidade de John Updike de encontrar significado no comum é o que diferencia seus contos.
O estilo de escrita de John Updike é conhecido por sua prosa lírica e descrições vívidas. Ele tinha o olhar de um pintor para os detalhes, capturando texturas, cores e emoções com precisão. Suas frases fluem como música, fazendo com que até mesmo as cenas mais simples pareçam ricas e texturizadas. Ele também tinha um dom para a introspecção. Seus personagens refletem profundamente sobre suas vidas, assim muitas vezes revelando verdades universais. Ao ler sua obra, senti-me como se estivesse examinando a alma da humanidade.
Anos posteriores e legado
John Updike continuou a escrever até sua morte, em 27 de janeiro de 2009, de câncer de pulmão. Em seus últimos anos, ele refletiu sobre o envelhecimento e a mortalidade em obras como My Father’s Tears (2009). Esses escritos eram profundamente pessoais, como se ele estivesse se despedindo.
Geralmente ele recebeu vários prêmios ao longo de sua carreira. Além de seus dois prêmios Pulitzer, ganhou o National Book Award, a Medalha de Ouro da Academia Americana de Artes e Letras e a Medalha Nacional de Humanidades. Ele foi celebrado por sua capacidade de combinar arte com acessibilidade. Apesar de seu sucesso, o literato permaneceu humilde. Certa vez, ele disse que seu objetivo era “dar ao mundano o seu devido valor”. Essa filosofia transparece em todo o seu trabalho.
Assim o legado do autor perdura em sua vasta obra. Mas seus romances, contos e ensaios continuam a inspirar leitores e escritores. Ele nos mostrou que até os menores detalhes da vida podem ter um significado imenso.
John Updike viveu uma vida dedicada às palavras. Desde o início em uma cidade pequena até sua ascensão como um dos maiores escritores dos Estados Unidos, ele nunca parou de observar e criar. Suas histórias capturam a beleza e a complexidade de vidas comuns. Elas nos lembram de olhar mais de perto, de ver o extraordinário no cotidiano.
Quando leio o romancista, sinto-me conectado com o mundo ao meu redor. Suas palavras permanecem, mas fazendo-me refletir sobre minha própria vida. Essa é a magia de sua escrita, e é por isso que seu trabalho sempre será importante.

Obras e livros de John Updike
- A Feira (The Poorhouse Fair) (1959)
- Corre, coelho (1960)
- Pigeon Feathers and Other Stories (1962) – Short story collection
- O centauro (1963)
- Sobre a fazenda (Of the Farm) (1965)
- The Music School (1966)
- Casais trocados (Couples) (1968)
- Bech no beco (Bech: A Book) (1970)
- Coelho em crise (1971)
- Quer casar comigo? (Marry Me) (1976)
- O golpe (The Coup) (1978)
- Coelho cresce (Rabbit Is Rich) (1981)
- As Bruxas de Eastwick (1984)
- Pai-Nosso Computador (Roger’s Version) (1986)
- S. (1988)
- Coelho cai (1990)
- Collected Poems: 1953-1993 (1993) – Poetry collection
- Brazil: um romance (Brazil) (1994)
- Na beleza dos lírios (In the Beauty of the Lilies) (1996)
- Bem perto da costa (Bech at Bay) (1998)
- Gertrudes e Claudio (2000)
- Cidadezinhas (Villages) (2004)
- Terrorista (Terrorist) (2006)
- As viúvas de Eastwick (The Widows of Eastwick) (2008)
John Updike: A Arte de Capturar a Vida Cotidiana
Ler John Updike é como ver um pintor trabalhando. Suas frases são ricas em detalhes, certamente criando imagens vívidas de pessoas, lugares e momentos. Ele observa as menores coisas, como a curva de uma mão ou a cor do céu ao anoitecer. Esses detalhes dão vida à sua escrita.
Em Rabbit, Run, pude ver o mundo pelos olhos de Rabbit Angstrom. A pintura descascada de uma casa, o tecido gasto de uma cadeira – cada detalhe parecia real. As descrições de John Updike dão vida ao mundano. É como se ele estivesse nos lembrando de que a beleza existe em todos os lugares, até mesmo no comum.
Afinal seu foco nos detalhes deixa os leitores imersos. Ele nos desacelera, fazendo com que percebamos coisas que, de outra forma, embora poderiam passar despercebidas. Sua linguagem descritiva cria um forte senso de lugar e emoção.
Os personagens de John Updike não são heróis ou vilões. São pessoas comuns com defeitos, sonhos e arrependimentos. Ele escreve sobre famílias suburbanas, trabalhadores de cidades pequenas e profissionais de classe média. Mas ele o faz com um nível de profundidade que faz com que suas vidas pareçam extraordinárias.
Porque Quando li The Centaur, vi as dificuldades de um pai e um filho em uma pequena cidade da Pensilvânia. Ele capta seus medos, fracassos e esperanças tranquilas. Esses personagens me fizeram lembrar de pessoas que conheço. Eles eram tão identificáveis, tão humanos.
O foco em personagens comuns torna suas histórias universais. Ele mostra que até mesmo as vidas mais comuns valem a pena ser exploradas. Os leitores se veem em seus personagens, o que torna as histórias profundamente pessoais.
Explorando temas de desejo e mortalidade com Prosa poética e lírica
Os textos do escritor frequentemente abordam temas profundos e universais. Ele escreve sobre amor, desejo, fé e morte. Seus personagens lidam com essas questões de uma forma que parece real e crua. Ele não oferece respostas fáceis, mas suas histórias provocam reflexões.
Em Casais, John Updike explora a vida confusa e complicada de pessoas casadas em uma cidade pequena. A maneira como ele escreve sobre relacionamentos, infidelidade e saudade me impressionou. É honesta e sem hesitação. Ele não se esquiva de tópicos difíceis. Sua exploração desses temas acrescenta profundidade ao seu trabalho. Os leitores se conectam com as perguntas que seus personagens fazem, mesmo que as respostas permaneçam indefinidas. Mas sua honestidade torna sua escrita poderosa.
A prosa do autor parece poesia. Suas frases são cuidadosamente elaboradas, com ritmo e beleza. Ele frequentemente usa metáforas e símiles para dar vida às suas ideias. Em A&P, um conto sobre uma balconista de supermercado, suas descrições elevam o mundano.
Sua prosa poética dá à sua escrita uma voz única. Ela transforma até mesmo cenas simples em algo memorável e profundo. Ele também mantém os leitores envolvidos, atraindo-os para a beleza de sua linguagem.
Domínio do diálogo
O diálogo de John Updike parece natural. Seus personagens falam como pessoas reais, com todas as hesitações, interrupções e peculiaridades da conversa cotidiana. Mas suas palavras também revelam verdades mais profundas sobre quem eles são.
Em Rabbit Redux, o diálogo entre Rabbit e sua esposa é nítido e emocional. Suas conversas demonstraram suas frustrações e mal-entendidos sem a necessidade de longas explicações. Senti como se estivesse ouvindo um casal de verdade. Um bom diálogo torna os personagens críveis. A habilidade de Updike com o diálogo acrescenta autenticidade às suas histórias. Ela também revela camadas de emoção e tensão sem narração excessiva.
O tempo é um tema recorrente na obra de John Updike. Ele escreve sobre envelhecimento, mudança e como o passado molda o presente. Suas histórias geralmente acompanham os personagens ao longo dos anos, mostrando seu crescimento e suas lutas. Observá-lo envelhecer, cometer erros e refletir sobre suas escolhas foi como acompanhar a vida de uma pessoa real.
Seu foco no tempo ressoa profundamente. Ele nos lembra de nossas próprias jornadas e da natureza fugaz da vida. A capacidade de capturar essa passagem dá ao seu trabalho um peso emocional.
Limitando a linha entre ficção e autobiografia
Ele frequentemente se baseia em sua própria vida. Suas histórias são repletas de observações de sua educação, casamentos e experiências. Ele não copia exatamente sua vida, mas insere elementos dela em sua ficção. Em Self-Consciousness: Memoirs, ele reflete sobre suas próprias lutas contra a doença, a fé e a fama. Isso me deu uma visão de como sua vida moldou sua escrita. Essa leitura fez com que seus romances e contos parecessem ainda mais pessoais.
Essa conexão entre sua vida e seu trabalho acrescenta autenticidade. Os leitores sentem que estão tendo um vislumbre de seus pensamentos e experiências, tornando sua escrita mais íntima. O estilo de escrita de John Updike é uma aula magistral de observação da vida. Sua atenção aos detalhes, a linguagem poética e o foco nas pessoas comuns tornam sua obra atemporal. Ele explora temas universais com honestidade e profundidade, convidando os leitores a refletir sobre suas próprias vidas.
Ler o autor é uma experiência. Suas palavras perduram, fazendo com que você veja beleza no cotidiano e complexidade no mundano. Sua escrita nos lembra que a vida, com todas as suas imperfeições, vale a pena ser notada e celebrada. É isso que torna seu trabalho tão inesquecível.

O círculo literário – influências e legado
A escrita de Updike mudou a maneira como vemos a vida. Ele nos ensinou que até os menores detalhes são importantes. Sua influência se estende muito além dos escritores mencionados aqui. Ele abriu caminho para que uma geração de autores explorasse vidas comuns com profundidade e honestidade.
Quando leio o autor sinto-me como se estivesse sentado com alguém que entende profundamente o mundo. Suas palavras me lembram que a beleza está em todos os lugares, se ao menos dedicarmos tempo para vê-la. Seu legado continua vivo em todos os escritores que se atrevem a olhar com atenção e escrever com honestidade.
Escritores que inspiraram John Updike
- F. Scott Fitzgerald: Quando li John Updike pela primeira vez, não pude deixar de notar uma certa elegância em sua prosa. Isso me fez lembrar F. Scott Fitzgerald, que Updike admirava profundamente. Como Fitzgerald, ele tinha uma maneira de pintar cenas com palavras, fazendo com que até mesmo o mundano parecesse glamouroso. Em Rabbit, Run, as descrições líricas sobre a vida no subúrbio eram semelhantes ao retrato cintilante de Fitzgerald sobre a Era do Jazz em The Great Gatsby. Ambos os escritores capturaram a beleza e a fragilidade do sonho americano.
- James Joyce: Ele também foi influenciado por James Joyce, principalmente pelo foco de Joyce na vida cotidiana. Quando li os contos do narrador, como A&P, percebi claramente essa influência. O literato admirava o estilo de fluxo de consciência de Joyce e sua atenção aguçada aos detalhes. Embora a linguagem de Updike seja mais contida, ele compartilha a capacidade de Joyce de descobrir verdades profundas em experiências simples.
- Vladimir Nabokov: Assim ele disse certa vez que admirava Vladimir Nabokov por seu uso inventivo da linguagem. Depois de ler Lolita, de Nabokov, entendi o porquê. Nabokov brinca com as palavras, distorcendo-as em formas inesperadas. Geralmente Updike faz o mesmo, embora de forma mais silenciosa.
- Marcel Proust: Geralmente ele era fascinado por Marcel Proust, e isso transparece em sua escrita. O livro Em busca do tempo perdido , de Proust, mergulha profundamente na memória e na passagem do tempo. A série Rabbit ecoa esse mesmo tema. Ler sobre Rabbit Angstrom ao longo das décadas foi como testemunhar o desenrolar de uma vida real. Afinal Pude ver como a exploração do passado por Proust moldou a capacidade do autor de criar personagens reflexivos e em camadas.
Escritores influenciados
- David Foster Wallace: Quando li David Foster Wallace, notei ecos das observações afiadas do romancista sobre a vida contemporânea. Os ensaios de Wallace, como os de Consider the Lobster, dissecam a cultura moderna com uma mistura de humor e profundidade. Wallace não se esquivou de criticar Updike, chamando-o de “o foco das histórias centradas no homem”. Mas é evidente que Wallace tomou emprestado de John Updike o retrato detalhado e quase obsessivo do comportamento humano. Ambos os escritores examinam o que significa viver em seu tempo.
- Jonathan Franzen: Jonathan Franzen frequentemente explora a vida de famílias e indivíduos, assim como fez John Updike. Em As correções, Franzen mergulha nas complexidades dos relacionamentos, da ambição e do arrependimento. Franzen, assim como o literato, investiga as contradições da classe média americana.
- Elizabeth Strout: Assim Elizabeth Strout, autora de Olive Kitteridge, traz o senso de observação do autor para seu próprio trabalho. As histórias de Strout enfocam a vida em uma cidade pequena, os relacionamentos e as lutas pessoais. Como ele, ela encontra beleza no mundano.
- Jhumpa Lahiri: Porque Jhumpa Lahiri, conhecida por Interpreter of Maladies, escreve com uma precisão e sensibilidade que lembra John Updike. Suas histórias geralmente se concentram em pequenos momentos, como uma conversa tensa ou uma percepção silenciosa. Os personagens de Lahiri, assim como os de Updike, lutam contra a identidade, os relacionamentos e o pertencimento.

Frases famosas de John Updike
- “Os sonhos se tornam realidade; sem essa possibilidade, a natureza não nos incitaria a tê-los.” O escritor incentiva a esperança e a ambição. Ele acredita que os sonhos existem porque é possível realizá-los. Assim essa citação inspira otimismo e a busca de objetivos.
- “O melhor dos mortos é que eles abrem espaço.” Geralmente essa citação reflete o humor negro e a perspectiva do autor sobre a perda. Ele reconhece a tristeza da morte, mas ressalta como ela cria espaço para os vivos. Isso mostra sua capacidade de encontrar significado nas complexidades da vida.
- “Estamos mais vivos quando estamos apaixonados.” John Updike destaca o poder transformador do amor. Ele sugere que o amor traz energia, alegria e propósito. Essa citação está ligada a seus temas recorrentes de relacionamentos e intensidade emocional.
- “Chuva é graça; chuva é o céu condescendendo com a terra; sem chuva, não haveria vida.” Ele usa a chuva como metáfora para as bênçãos da vida. Ele mostra como até mesmo coisas comuns, como a chuva, são essenciais e belas. Mas essa citação reflete sua apreciação poética da natureza.
- “Escrever e reescrever são uma busca constante pelo que se está dizendo. ” Essa citação reflete os pensamentos do literato sobre o processo criativo.
Fatos curiosos sobre John Updike
- Escritor prolífico: Ao longo de sua carreira, John Updike escreveu mais de 60 livros, incluindo romances, coletâneas de contos, coletâneas de poesias, ensaios e críticas literárias.
- Vencedor do Prêmio Pulitzer: Afinal o narrador recebeu o prestigioso Prêmio Pulitzer de Ficção duas vezes em sua carreira. Ele ganhou o prêmio por “Rabbit Is Rich” (O coelho é rico) em 1982 e por “Rabbit at Rest” (Coelho em repouso) em 1991.
- Trabalhando para a New Yorker: John Updike teve um relacionamento de longa data com a The New Yorker, uma das revistas literárias mais conceituadas. Sua primeira história publicada, “Friends from Philadelphia”, apareceu na The New Yorker em 1955, e ele continuou a contribuir com a revista ao longo de sua carreira.
- Crítico literário: Além de escrever ficção, ele era altamente considerado como crítico literário e ensaísta.
- Aficionado por golfe: Afinal o literato era um ávido jogador de golfe, e sua paixão por esse esporte muitas vezes se refletia em seus textos. Assim o golfe serviu como metáfora em algumas de suas obras, simbolizando os desafios da vida e a busca da realização pessoal.
- Medalha Nacional de Humanidades: Em 2003, ele foi homenageado com a Medalha Nacional de Humanidades, que reconhece indivíduos ou organizações que fizeram contribuições significativas para as humanidades nos Estados Unidos.
Minha conclusão sobre Updike
Afinal John Updike capturou a vida com precisão inigualável. Suas palavras pintaram imagens vívidas de momentos comuns, tornando-os extraordinários. Ele escreveu sobre cidades pequenas, lutas familiares, amor, fé e envelhecimento. Seus personagens pareciam reais, com todas as suas falhas e sonhos.
Assim a leitura da obra de Updike parecia pessoal. Ele tinha uma maneira de me fazer refletir sobre minha própria vida enquanto explorava o mundo de seus personagens. Sua série Rabbit me mostrou como ele compreendia profundamente as pessoas e suas jornadas. Seus contos, como A&P, revelaram quanta beleza existe nos mínimos detalhes.
Inclusive a dedicação do autor ao seu ofício e sua capacidade de encontrar significado no mundano fizeram dele um dos maiores escritores dos Estados Unidos. Seu legado continua a inspirar leitores e escritores.